Dependencia Química
O que é a dependência química?
Em poucas palavras, podemos conceituá-la como a dependência que uma pessoa
desenvolve em uma substância psicoativa que consegue alterar o seu comportamento.
Apesar de em nossa sociedade o termo ser mais comumente relacionado a drogas como a cocaína, o crack e a maconha, a dependência química também está relacionada ao consumo de bebidas alcoólicas, cigarro e medicamentos, inclusive os calmantes.Isso porque todos eles possuem substâncias que são capazes de impulsionar novos comportamentos e reações, tanto no estado psíquico quanto físico de uma pessoa.A dependência química como um problema A dependência pode ser observada quando o indivíduo começa a se tornar incapaz de resistir à vontade de utilizar a substância — o que pode acontecer com a cervejinha do fim de semana, um comprimido para insônia (crônica ou não) ou uma droga ilícita usada de forma recreativa.Por isso, é importante observar que existem diversos níveis de dependência
e nem sempre é preciso que o usuário tenha o seu comportamento totalmente
alterado com a substância ou que ele seja capaz de cometer transgressões
para conseguir a droga.Uma maneira eficaz de perceber se essa dependência está se tornando um problema é diferenciar o que é uso, abuso e dependência, sempre lembrando que são processos que vão evoluindo de forma progressiva:
uso:
é quando a pessoa utiliza a droga de forma rotineira ou não,
experimentando, mas que ainda não é prejudicada e tem o controle
da situação, ou seja, ela pode parar quando quiser; abuso: com um uso frequente, é possível notar algumas consequências sociais relacionadas ao uso da substância, como alterações de comportamento — os riscos à saúde já começam a aumentar;
dependência: aqui, a pessoa não tem mais controle, não consegue parar de usar
a droga e esse uso se torna uma compulsão — os problemas de saúde e de
convivência se agravam nesse momento.
Como a dependência química é diagnosticada?
Já apontamos neste texto alguns fatores que são indicativos da dependência química,
como as alterações de comportamento, o convívio social prejudicado e, até mesmo,
o surgimento e/ou o agravamento de alguns problemas de saúde, como o aneurisma cerebral. Outro ponto que deve ser observado é a quantidade da substância que o dependente precisa. Na medida que esse grau de dependência aumenta, o organismo vai desenvolvendo uma tolerância aos seus efeitos, ou seja, a pessoa precisa de quantidades cada vez maiores do elemento para poder vivenciar as mesmas sensações positivas.A abstinência fisiológica é outro indicativo da dependência química. A depender do organismo de cada pessoa e também da substância utilizada, é possível perceber os sintomas que surgem com o cessar do uso, que vão desde ansiedade, depressão, nervosismo e fadiga até náuseas e vômitos, sudorese, dores no corpo, alucinações e convulsões.Qual é a melhor maneira de tratar um dependente químico?
É interessante destacar que a dependência química não se trata de uma vontade de consumir determinada substância, mas, sim, de uma incapacidade de não consumi-la.
Viu só como é diferente? É por isso que ela deve ser vista pelos familiares, amigos e
profissionais não como uma fraqueza do indivíduo, mas como uma doença.
Por isso, o primeiro passo no tratamento de um dependente químico, independentemente da droga que é usada, é entender que é muito difícil tratar o vício — e que, muitas vezes, essa é uma batalha que a pessoa vai travar pela vida inteira.
Afirmar que o indivíduo pode se livrar do vício sozinho também é um mito recorrente. Apesar de não ser impossível, é mesmo um enorme desafio, já que não se trata apenas de força de vontade, mas, sim, de efeitos químicos produzidos pelo organismo. Na verdade, muitas pessoas, ao pensarem que podem vencer sozinhas essa batalha, acabam piorando ainda mais o quadro. Por esses motivos, contar com ajuda profissional especializada é a melhor e mais segura opção.
Uma equipe confiável, multidisciplinar e capacitada pode trabalhar junto ao dependente, solucionando questões físicas, psíquicas e emocionais.
Qual é o papel dos familiares e de uma rede de apoio para o sucesso no tratamento?
Muitas famílias, infelizmente, encaram o problema da dependência química com desdém, percebendo a gravidade quando já é tarde demais. Em vários casos, as primeiras reações dos familiares e amigos são brigar e se afastar, considerando o dependente uma pessoa fraca e que não quer abandonar o vício.
Mas, como pudemos perceber até aqui, quando uma pessoa chega ao nível da dependência química, ela não tem mais o controle da situação e nem escolhe consumir ou não a substância. Nesse momento, o apoio e a empatia das pessoas mais próximas é fundamental — assim como a busca por ajuda profissional.
É válido lembrar que, em muitos casos, o dependente pode negar a sua condição e, até mesmo, recusar qualquer tipo de tratamento. Mais uma vez, os profissionais capacitados vão saber como agir e ajudar essas pessoas e suas famílias, conduzindo cada caso da melhor forma, de acordo com cada realidade.
Por isso, se a sua família está enfrentando um problema de dependência química, procure uma equipe confiável para ajudá-los. Um médico de confiança ou um psicólogo, por exemplo, podem orientar em uma primeira conversa, indicando os primeiros passos.Esperamos ter ajudado você com este texto. Para auxiliar outras famílias que podem estar enfrentando o mesmo desafio da dependência química, compartilhe este conteúdo em suas redes sociais!
Alcoolismo
O que é Alcoolismo?
Alcoolismo é a dependência do indivíduo ao álcool, considerada doença pela Organização Mundial da Saúde. O uso constante, descontrolado e progressivo de bebidas alcoólicas pode comprometer seriamente o bom funcionamento
do organismo, levando a conseqüências irreversíveis.
considerada doença pela Organização Mundial da Saúde.
O uso constante, descontrolado e progressivo de bebidas
alcoólicas pode comprometer seriamente o bom funcionamento
do organismo, levando a conseqüências irreversíveis.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o alcoolismo é uma doença crônica capaz de levar o paciente a outras complicações médicas, como a cirrose e a hepatite. Embora o álcool tenha seu consumo permitido e liberado, podendo ser encontrado com facilidade, o alcoolismo é considerado um dos problemas mais alarmantes de saúde pública. Para além do uso ocasional de bebidas alcóolicas, o alcoolismo é uma condição em que o indivíduo faz constantemente o uso abusivo e descontrolado desse tipo de substância. Aos poucos, o organismo perde a sensibilidade ao álcool, e a pessoa com alcoolismo precisa fazer o uso e quantidades cada vez maiores da substância, tornando-se um vício progressivo. o alcoolismo atrapalha a vida de um indivíduo em diferentes âmbitos e aspectos, afetando, inclusive,
seus familiares, amigos e até mesmo colegas de trabalho.
Quais são as causas do Alcoolismo?
A causa do alcoolismo não é totalmente conhecida, porém existem fortes evidências da influência genética para o desenvolvimento desta patologia. Outros fatores como traços de personalidade e fatores psicossociais e ambientais juntam-se à predisposição genética para o desenvolvimento da dependência de álcool. Existem outros motivos, como por exemplo o ambiente familiar onde a pessoa cresceu; sua forma de lidar com as Remoções e eventos ruins que ocorreram ao longo da vida, que somam-se às vulnerabilidade genéticas, resultando no consumo excessivo de bebida alcoólica que, com o tempo, torna-se o alcoolismo.
Quais os sinais e sintomas do Alcoolismo?
Entre os principais sintomas de alcoolismo, podemos destacar:
Desejo incontrolável de ingerir bebidas alcoólicas; Depois que começa a beber, não consegue parar ou mesmo reduzir o ritmo de consumo de álcool;
Necessidade de altas doses de álcool para poder sentir o efeito da bebida;
Irritabilidade quando há o questionamento do uso de álcool; Sentimento de culpa envolvendo a bebida.
- Além disso, um alcoólatra sente, ainda, os sintomas clássicos da abstinência, ao ficar sem consumir a substância.
São eles:
Suor; Tremedeira; Ansiedade; Nervosismo; Angústia; Agitação; Dores de cabeça;
Náusea e enjoo.
Quais são as complicações que podem ocorrer por conta do Alcoolismo?
O consumo excessivo de bebidas alcoólicas pode trazer diversos problemas de saúde,
ainda mais ao se tratar de um indivíduo alcoólatra. Apesar dos efeitos do álcool variarem de pessoa para pessoa, o risco permanece. Entre eles, é possível destacar:
Doenças do fígado, como hepatite alcoólica, cirrose e insuficiência hepática;
Problemas gastrointestinais, como lesões e inflamações no aparelho digestivo;
Pancreatite; Neuropatia periférica, como deterioração de nervos das mãos e dos pés,
o que causa dormência e formigamentos; Problemas cardiovasculares; Prejuízos cerebrais, como dificuldades no raciocínio, insônia, alterações no equilíbrio e coordenação motora, demência alcoólica devido à deficiência de vitaminas;
Disfunções imunológicas; Anemia; Osteoporose; O consumo pesado de álcool está associado a vários tipos de câncer, como de boca, esôfago, laringe, estômago, fígado, cólon, reto e de mama. Além dos problemas físicos, podem trazer transtornos psiquiátricos, como Alucinose Alcoólica; transtorno Psicótico Delirante; Intoxicação Patológica; episódios de amnésia; Depressão; Hipomania; Ansiedade; Transtornos de personalidade; transtornos alimentares.
O Alcoolismo tem cura?
O alcoolismo é uma doença crônica, que pode ser tratada e detida. Mesmo que a pessoa tenha uma recaída, não significa que ela não obteve êxito ou não irá se recuperar, mas que é preciso ter foco no objetivo e a ajuda necessária para que não Trsolte a consumir a substância.Como é o tratamento de alcoolismo?
O tratamento do alcoolismo precisa, necessariamente, começar a partir da vontade
do paciente de mudar aquele comportamento e de reconhecer que o consumo excessivo, progressivo e abusivo de bebidas alcoólicas causa problemas para a sua vida. Muitas vezes, o tratamento do alcoolismo pode ser multidisciplinar, envolvendo a
participação de profissionais como psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais
e até mesmo hepatologistas, caso o paciente possua problemas no fígado em decorrência do abuso da bebida.
Como é feito o diagnóstico de quem possui Alcoolismo?
O abuso e a dependência alcóolica são diagnosticados com o uso de questionários que foram testados e validados em estudos clínicos e devem ser feitos por um médico ou alguém treinado.
Saúde Mental
O que é?
O Transtorno Mental é uma doença psiquiátrica grave, crónica
e incapacitante, muitas vezes incorretamente descrita
como "desdobramento de personalidade". Afeta de forma
profunda a forma de pensar da pessoa, a sua vida emocional
e o seu comportamento em geral. Para além do doente em si,
todos o que o rodeiam sofrem com esta patologia, dadas as
dificuldades de relacionamento social, familiar e
profissional que ela provoca.
Os Pacientes raramente são violentos, embora os delírios
de perseguição e o uso de drogas aumentem esse risco. Quando a
violência ocorre, atinge geralmente os membros da família e
ocorre dentro de casa.
O risco de suicídio é significativo: cerca de 10%, sobretudo
os adultos jovens do sexo masculino, morrem por suicídio.
Existem diversos tipos, embora raramente um doente se encaixe
apenas num deles.
Em Portugal, no Censo Psiquiátrico de 2001, as esquizofrenias
foram, no conjunto dos internamentos, das consultas e das
urgências, as doenças mais frequentes (21,2%), sendo a principal
causa de internamento e a terceira nas consultas.
Atinge cerca de 1% da população e tende a manifestar-se no final
da adolescência. Embora não faça distinção entre sexos, raças ou
culturas, as populações mais afetadas são as rurais e os grupos
sociais com baixo nível socioeconómico e cultural.
O aparecimento da doença é mais precoce em indivíduos do sexo
masculino (entre os 15 e os 25 anos) e mais tardio em pessoas
do sexo feminino (entre os 25 e os 30 anos). É uma patologia
que raramente ocorre depois dos 45 anos.
Sintomas
Os sintomas são muito diversos e complexos e,
de um modo geral, traduzem uma perda de contacto com a realidade.
Alucinações: auditivas, visuais ou olfativas. O doente frequentemente
está convicto de que os outros conseguem ler os seus pensamentos,
controlá-los ou que desejam fazer-lhe mal. Essa convicção aterroriza-o,
tendendo-se a afastar ou a ficar muito
agitado. Discurso confuso: muitas vezes não faz sentido e pode ser
interrompido subitamente a meio de uma frase. Os pensamentos tendem a ser
muito desorganizados. Alterações dos movimentos: o paciente pode ficar
sentado durante horas sem se mover ou falar, ou repetir certos movimentos
vezes sem conta. Noutras ocasiões, o parece estar perfeitamente bem.
Alguns sintomas de Transtornos Mentais são mais vagos:
Ausência de expressão na voz ou no rosto enquanto o paciente fala
Ausência de prazer nas atividades diárias
Incapacidade de iniciar e manter as tarefas planeadas
Dificuldade de compreender informação, de tomar decisões ou de se manter concentrado Incapacidade de usar uma informação imediatamente depois de a ter aprendido causas A genética é importante para a esquizofrenia. Embora a doença afete cerca de 1% da população, ela atinge 10% das pessoas que têm um familiar em primeiro grau com esta patologia. Pensa-se que, em muitos casos, é necessária uma interação entre a genética e o meio ambiente para que se possa desenvolver, embora essas interações sejam pouco conhecidas. Outra origem possível é um desequilíbrio químico a nível cerebral, no que diz respeito aos neurotransmissores dopamina e glutamato. Estas substâncias permitem que diferentes áreas do cérebro comuniquem entre si e, como tal, o seu equilíbrio é fundamental. Foram também identificadas diferenças na estrutura cerebral de 52 doentes com esquizofrenia. Estas alterações podem ocorrer durante o desenvolvimento do cérebro e manifestar-se apenas na puberdade.
Diagnóstico.
A ocorrência de esquizofrenia em grupos etários baixos dificulta o seu diagnóstico,
porque muitos dos sintomas correspondem a alterações de comportamento típicas dos
jovens (menor rendimento escolar, mudança de amigos, alterações do sono, irritabilidade. Mas alguns fatores, quando combinados, permitem prever, até 80%, os jovens que estão em risco de desenvolver esquizofrenia: isolamento, afastamento, aumento no número de pensamentos e suspeições e história familiar de psicose. No entanto, não existem testes específicos que permitam diagnosticar a esquizofrenia. Para além da avaliação médica e da história clínica, o profissional de saúde pede alguns exames que permitam excluir outras doenças que também possam provocar os mesmos sintomas. Esta avaliação é fundamental porque as manifestações da esquizofrenia são complexas, por vezes mal definidas e podem estar associadas a factos que
nada têm a ver com a doença. A avaliação psiquiátrica é fundamental para avaliar se estão presentes os critérios suficientes para um diagnóstico de esquizofrenia.
Tratamento
O tratamento da esquizofrenia incide na eliminação dos sintomas, passa pela utilização de medicamentos e pela psicoterapia. Existem diversos fármacos antiicóticos disponíveis, devendo o psiquiatra selecionar o mais apropriado para cada caso. Alguns deles apresentam efeitos secundários importantes e devem ser cuidadosamente vigiados. Cada doente responde de modo diferente ao tratamento e, com frequência, é necessário testar diversos medicamentos e doses. É muito importante nunca interromper ou parar a terapêutica sem indicação médica. A psicoterapia é útil nos doentes já estabilizados, ajudando-os a reintegrarem-se nas suas atividades diárias.
Qual o prognóstico da Saúde Mental?
Embora não exista ainda cura, o seu prognóstico tem vindo a melhorar. As novas terapêuticas permitem uma vida com mais qualidade e autonomia. O sucesso do tratamento da esquizofrenia passa pelo envolvimento da família e das pessoas próximas, de modo a que possam facilitar a adaptação do doente à sua condição e para que todos aprendam mais sobre a doença.Prevenção
Embora não exista uma maneira comprovada de a prevenir, parecem existir formas de a tornar menos provável com o controlo das consequências de alguns life events importantes como a depressão pós parto, situações traumáticas durante a infância e consumo de drogas.

